Nas entrelinhas do "não dito" derramo meu coração
Na esperança de que,
Ainda que sem palavras proferidas ou escritas,
Você enxergue a mim e ao meu querer.
Nas entrelinhas do "como vai você"
Sigo na esperança vã
De que, sem um novo pedido verbal, haja demonstração de afeto e da importância que eu faço na sua vida.
Nas entrelinhas das respostas inexistentes
Continuo, apenas, me deparando o "nada" que minha presença segue sendo afinal.
Quase como se fosse, de fato, descartável.
Perceber que os atos dizem e demonstram muito mais do que uma simples palavra "saudade" por vezes é doloroso, por vezes mostra mais do que as entrelinhas do "não dito" que, ingenuamente, continuo a querer acreditar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário