quarta-feira, 10 de junho de 2026

Entrelinhas

 Nas entrelinhas do "não dito" derramo meu coração 

Na esperança de que, 

Ainda que sem palavras proferidas ou escritas,

Você enxergue a mim e ao meu querer.


Nas entrelinhas do "como vai você"

Sigo na esperança vã

De que, sem um novo pedido verbal, haja demonstração de afeto e da importância que eu faço na sua vida.


Nas entrelinhas das respostas inexistentes

Continuo, apenas, me deparando o "nada" que minha presença segue sendo afinal.

Quase como se fosse, de fato, descartável.


Perceber que os atos dizem e demonstram muito mais do que uma simples palavra "saudade" por vezes é doloroso, por vezes mostra mais do que as entrelinhas do "não dito" que, ingenuamente, continuo a querer acreditar.

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