domingo, 29 de setembro de 2013

Acontece que eu sou água.
Você pode ver a calmaria na superfície,
Mas ninguém sabe o que se passa nas profundezas.
Não sou moldável,
 Mas posso ser maleável até o ponto que eu quero.
Você pode me ter em suas mãos por minutos, horas, meses e até anos,
Mas se em algum momento eu decidir, escorrerei por entre seus dedos.
E você não conseguirá me segurar.
Sou indomável, inconstante,
Mas quando decido o que quero, ninguém consegue me fazer voltar atrás.
 Sou transparente ate certo ponto,
Se quiser me decifrar, só é preciso mergulhar fundo,
Mas cuidado, posso te surpreender.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A madrugada se aproxima cada vez mais,
lá fora escuto o vento uivando e batendo na janela,
o tic-tac do relógio ressoa pela casa
e os pensamentos parecem turbilhões soltos em minha cabeça.

Em algum momento tudo virou do avesso
fazendo as coisas que antes eram certas
parecerem erradas...
E nada do que eu pense pode mudar isso.

O momento da decisão parece iminente,
mas a coragem escapa por entre meus dedos.
O medo do futuro ameaça tirar minha sanidade,
mas a certeza dos sentimentos me inunda.

Aos poucos o sono ganha lugar,
me tirando mais uma vez dos devaneios da noite 
e da incerteza do amanhã.


Porque eu ainda me engano?

 Por que eu ainda me engano? O tempo passa, mas as coisas permanecem iguais, em alguns momentos/dias até pioram. E eu insisto em me fazer de...